Entendendo a sua receita oftalmológica

É normal que todo paciente saia do consultório sem entender o que está escrito em sua receita oftalmológica, no entanto, ela não pode ser um código que somente o médico e o profissional conheça o significado. O paciente também precisa saber sobre suas dificuldades de visão para poder acompanhar o tratamento ao longo da vida.
As pessoas não têm hábito de questionar a receita, mas é importante entender a própria dificuldade de visão e não procurar soluções alternativas como usar os óculos de terceiros.
A receita descreve o grau de correção necessário para permitir a melhor visão do paciente, tanto para identificar objetos e imagens de longe, quanto de perto. A receita oftalmológica apresenta-se em um modelo padrão. Portanto, é possível realizar exames aqui no Brasil e apresentar os dados em outros países.
Os códigos (números) contidos na receita seguem uma lógica nem tão complicada de decifrar, mas é preciso ter as informações e atenção. 

Nomes e números - Para verificar a situação da visão para perto e para longe são analisados o OD (olho direito) e OE (olho esquerdo). Os sinais de positivo "+" e negativo "-", indicados na coluna de nome Esférico, por exemplo, são revelados pelo exame e representam o grau da hipermetropia e da miopia, respectivamente. Assim, "+ 1" , quando aparece na receita, por exemplo, significa um grau de hipermetropia, isto é necessita correção para enxergar perto. Quando estiver indicado "-1", representa um grau de miopia, e o paciente precisa de ajuste para longe. A coluna chama-se Esférico, porque as lentes que corrigem a hipermetropia e a miopia são esféricas.


Astigmatismo - Para avaliar somente o astigmatismo, alteração da córnea que provoca vários pontos de foco das imagens, existe a coluna chamada Cilíndrico, porque as lentes que o corrigem são cilíndricas. Neste espaço, no caso de haver irregularidade refrativa, o especialista informará em números, com sinal negativo, conforme é convencionado.
A coluna da receita oftalmológica chamada Eixo determina a localização do astigmatismo. 
Na receita do HOB, por exemplo, acima da tabela de indicação das condições refrativas do paciente, existe um gráfico, denominado Direção do Eixo, onde o médico ilustra o local exato do astigmatismo. No desenho, que corresponde às lentes dos óculos, é determinado o grau de correção do paciente. A determinação do local exato do astigmatismo será útil para sua perfeita correção.
A coluna identificada com a sigla D.P, que significa "distância pupilar", representa o espaço entre uma pupila e outra. Esta medida servirá para que as pupilas estejam alinhadas ao centro ótico da lente dos óculos. A exatidão desta prescrição em relação à confecção dos óculos é fundamental para a boa visão. Quando não há exatidão, os óculos provocam desconforto e o paciente começa a mexer na armação para encontrar o ponto.


Presbiopia - Para este caso é realizado um cálculo na receita. Na coluna Esférico, é feita uma soma entre o grau de longe e o grau necessário à idade do paciente, conforme uma tabela convencionada. Por exemplo, para pacientes entre 40 e 45 anos de idade, soma-se entre +1 e +1,5 grau, porque é constatado que a partir desta idade, o poder de foco dos olhos para perto diminui, o cristalino vai endurecendo e não consegue focar a imagem que está próxima com a mesma facilidade.

Receitas - Os valores descritos na receita é que determinarão a lente adequada para atender a deficiência de visão do paciente. A fabricação da lente deve atender literalmente as especificações da receita. Se o paciente apresenta alteração de grau para longe e nenhuma deficiência para perto, ele terá toda a lente com grau apenas para longe. Caso exista deficiência para perto também, a lente apresentará grau para longe na parte superior e grau para perto na parte inferior. As lentes devem ser moldadas de acordo com a deficiência apresentada.
Lembre-se: somente um oftalmologista pode realizar os testes adequados em sua visão.
fonte: Sentir Bem