Atenção na saúde dos olhos das crianças

É na infância que se manifestam as principais doenças oftalmológicas. Para que o o tratamento correto possa ser realizado, é preciso que aos primeiros sinais de dificuldade em enxergar, os pais procurem ajuda médica. Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será o resultado do tratamento. 

Ao nascimento - Assim como o exame do "pezinho", é importante que se faça o do "olhinho", que consiste em focar uma luz em frente ao olho do bebê. O reflexo dela deve ser vermelho, se não for, significa que a criança tem algum problema de visão, que pode ser catarata congênita, tumores ou até alterações embrionárias. O oftalmologista infantil poderá indicar o melhor tratamento. 

Até 2 anos - O lacrimejamento excessivo pode indicar que algo está errado no canal da lágrima. Para evitar o agravamento da doença, é preciso consultar um especialista, que, por meio de exames, indicará a melhor forma de tratamento. Em casos mais graves, é preciso fazer uma cirurgia para corrigir a obstrução do canal lacrimal.

Entre 2 e 5 anos - Nessa fase costuma surgir o estrabismo acomodativo, conhecido como ambliopia, que consiste na diferença do alinhamento entre os olhos. A criança tem um olho que é preguiçoso, por isso ela força o sadio para enxergar, causando a necessidade de grau nele.. O tratamento consiste em tampar o olho sadio e forçar o outro a enxergar e o uso de óculos.

Entre 5 e 7 anos - No inicio da vida escolar é preciso redobrar a atenção. Qualquer desinteresse pelas aulas pode indicar que algo está errado na visão. As doenças mais comuns são miopia (dificuldade em enxergar de longe), hipermetropia (dificuldade em enxergar de perto) e astigmatismo (distorção das imagens de objetos seja de perto ou de longe). O tratamento é feito com o uso de óculos de grau, que deverá ser receitado pelo oftalmologista.

É imprescindível que, em todas as idades, os pais não deixem que seus filhos cocem os olhos com muita intensidade. Isso pode causar uma doença chamada ceratocone, que é uma mudança na estrutura da córnea. Ela passa a ter formato de um cone.

Os sintomas mais comuns dessa doença são sensibilidade ao enxergar com muita luz e uma baixa qualidade na visão, mesmo com o uso de óculos de grau. É importante realçar que a doença não tem cura e a córnea não volta ao seu formato normal, porém, com tratamento, é possível estabilizar os sintomas.

Fonte: Revista Viva Saúde