Entenda mais sobre lentes de contato inteligentes

O mercado já vem se preparando para receber lentes de contato que monitoram a saúde dos olhos. Isso porque os cientistas foram longe, lançando o campo 'da visão aumentada', uma nova geração de lentes de contato inteligentes com microcircuitos eletrônicos integrados, que projetam imagens diretamente da retina, criando telas que permitem uma experiência virtual e realidade aumentada. 

Os projetores são instalados na superfície dos olhos que permitem que os usuários assistam vídeos de olhos fechados. Pesquisadores mesclaram materiais transparentes e biocompatíveis usados nas lentes de contato tradicionais, com circuítos eletrônicos flexíveis, permitindo que essa experiência aconteça sem incômodo. O início deste projeto aconteceu em 2008, com uma equipe da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, liderada pelo Dr. Babak Parviz.

A tecnologia ainda não tem data prevista para ser comercializada, mas a empresa suíça Sensimed já colocou no mercado lentes de contato inteligentes que auxiliam o tratamento de pacientes com glaucoma. A doença aumenta a pressão sobre o nervo óptico pelo acúmulo de liquido, causando danos graves à visão. Com as novas lentes, o paciente terá sensores de platina sensíveis que monitoram a curvatura da córnea, e consequentemente a pressão do olho também. Essas informações são transmitidas em intervalos regulares por meio de uma conexão sem fios para um gravador portátil usado a tiracolo, e alimentadas por energia captada de uma antena embutida colada no rosto do paciente como se fosse um curativo.

As lentes podem ser usadas somente uma vez por um período de 24 horas, e este processo é feito somente duas vezes por ano no máximo. Este processo também auxilia os médicos a diagnosticarem o tempo certo para medicar cada paciente.

As lentes inteligentes usa uma abordagem diferenciada, com um sensor de glicose que utiliza conjuntos de eletrodos para injetar pequenas correntes elétricas através do fluido lacrimal, detectando quantidades minúsculas de açúcar. O material é moldado em forma de lente de contato para se ajustar corretamente aos olhos e o uso de uma antena de potência maior dispensa o uso do curativo no rosto, pois o gravador pode ser fixado na cintura do paciente.

O próximo passo a ser aprimorado é o uso de telas embutidas nas lentes de contato. LEDs em miniatura vermelhas e azuis criam uma óptica 3D, muito semelhante aos óculos utilizados nos cinemas. A tecnologia só estará concluída com o desenvolvimento de um micro-LED na cor verde, gerando assim cores reais. 

Infos: Inovação Tecnológica e New Scientist