Exames oculares, pt 2


Hoje temos a parte 2 de nosso post sobre exames oculares. Confira a última parte deste especial e entenda melhor as avaliações oftalmológicas:

Acuidade Visual: Avalia o potencial da visão em pacientes que farão cirurgia de catarata, informando o nível de melhora da visão pós cirurgia. O exame consiste em um teste utilizando um letreiro luminoso e nele aparecem letras ou números, e que o paciente deve dizer o que enxerga. Em alguns casos a pupila é dilatada para obter um resultado melhor na avaliação.
É aconselhável suspender o uso de lentes de contato no dia do exame, porém, é necessário levá-las para avaliação.

Estereofoto da papila: acompanha a evolução de pacientes com glaucoma, edema de papila, alterações no nervo óptico ou suspeita das respectivas doenças. Uma fotografia da papila ou disco óptico é tirada, e a luz forte utilizada pode incomodar um pouco durante o procedimento, podendo causar até fotofobia temporária. Como há dilatação da pupila, é necessário que o paciente esteja acompanhado. É aconselhável o não uso de lentes de contato durante o exame.

Sensibilidade ao Contraste: Analisa o desempenho da visão em níveis de iluminação diferenciados, por conta de diversas doenças oculares reduzirem a acuidade de contraste da luz, como doenças da córnea, catarata e degeneração da retina. O exame é indolor e realizado em um ambiente com iluminação reduzida. O paciente lê uma tabela com letras pequenas e descreve os estímulos em listras projetadas. É necessário levar ao avaliador os óculos e/ou lentes recentemente usadas e realizar a avaliação utilizando-as.

Mapeamento da retina: apresenta resultados específicos e detalhados da visão. Deve ser realizado pelo menos uma vez por ano e é o mais utilizado, pois problemas na retina só se manifestam em estágios avançados, e com ele é possível obter um diagnóstico precoce das alterações causadas por diversas doenças.
O paciente recebe uma projeção de luz no fundo do olho após a dilatação da pupila e a imagem refletida é observada por uma lente utilizada pelo especialista. 

Teste ortóptico: analisa a movimentação ocular e percepção de estímulos visuais, caracterizando detalhadamente o estrabismo, nistagmo e outras condições. A avaliação determina o alinhamento ou desvio ocular em todas as posições do olho, além de testes sensoriais do uso simultâneo dos olhos, percepção simultânea das imagens e visão em terceira dimensão. Após o exame é necessário realizar exercícios ortópticos no próprio consultório ou até mesmo em casa. 

Teller: avalia a visão da criança, estudando a forma como os olhos dela trabalham durante os estímulos. São mostrados cartões com listras cada vez mais estreitas, até que a criança não manifeste nenhuma preferência. As menores listras percebidas pela criança correspondem à sua acuidade visual. Observa-se, através de um orifício localizado no meio do cartão, o movimento que a criança realiza para fixar um lado ou o outro.

Ultrassonografia: realizado com uma sonda em contato com a pálpebra fechada. O paciente deve movimentar os olhos conforme o especialista solicita, assim diferentes regiões dos olhos são examinadas. A intenção é diagnosticar descolamento de retina, hemorragia, luxação de cristalino, lesões, tumores, entre outras diversas doenças.

Fundoscopia: Detecta lesões ocasionadas pelo glaucoma, doenças do nervo óptico e de retina. Consiste em deixar o paciente em um ambiente com baixa iluminação, evitando a contrição da pupila, despertada pela luz. O aparelho utilizado permite observar as estruturas do olho através da pupila, após a dilatação das vistas.

Biomiscropia de fundo: Exame de rotina que inspeciona as estruturas do segmento posterior com aumento de iluminação adequada. O paciente senta em frente ao aparelho, que possui uma lâmpada de fenda, e o especialista utiliza uma lente especial para a avaliação, depois de dilatar as pupilas do examinado.

Gonioscopia: Utiliza lentes especiais apoiadas na córnea, o que permite ao especialista estudar o ângulo em que a íris se encontra com a córnea. Ideal para pacientes com suspeita de glaucoma. É necessário o uso de colírio anestésico.

Teste de Schimer: Uma dobra pequena de fita de papel é aplicada sob a pálpebra inferior. O comprimento da fita umedecida é medido, avaliando assim a produção de lágrimas. 

Rosa Bengala: Indicado para pacientes que possuem olhos secos, pois avalia o grau de desvitalização das células da superfície da córnea e conjuntiva. Um produto que leva o nome do exame é utilizado no procedimento.

Tonometria de Aplanação: Utilizado para medir a pressão intra-ocular, diagnosticando assim o glaucoma. Também utilizado para avaliar se os colírios utilizados para o tratamento da doença apresenta melhorias.

Teste de Ishirara: analisa a percepção das cores, indicada para daltonismo, doenças do nervo óptico, entre outras. O exame consiste na exibição de uma série de cartões coloridos, cada um contendo vários círculos feitos de cores ligeiramente diferentes das cores daqueles situados nas proximidades. Seguindo o mesmo padrão, alguns círculos estão agrupados no meio do cartão de forma a exibir um número que somente será visível pelas pessoas que possuem visão das cores. Ao todo são exibidas 32 placas para identificação dos algarismos ocultos entre os círculos. O número de acertos pode variar conforme o grau e o tipo de daltonismo.