Lente de contato substitui colírio e medicamentos

Graças a ciência, o colírio pode estar com os dias contados. Foi desenvolvido por pesquisadores de Auburn, uma universidade americana um tipo eficaz de lente de contato que substitui qualquer liquido predestinado aos olhos.  O método apresenta 100 vezes mais eficiência do que os típicos colírios, pois perdem o efeito após 30 minutos a 1 hora, exigindo mais aplicações ao longo do dia (difícil é alguém lembrar de aplicar de hora em hora, né?). As lentes de contato prometem liberar uma concentração constante de medicamento ou colírio durante o uso, além de não precisar ser especificamente de grau. Há dois tipos de lentes com durabilidades diferentes: as descartáveis, utilizadas por até 24h, e as de uso prologando, estendendo o seu uso para 30 dias.

Já aqui no Brasil, foi desenvolvido por uma equipe de farmacêuticos uma lente de contato que facilita o combate ao glaucoma. O Centro de Química e Meio Ambiente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, pesquisou por 3 anos como fabricar lentes de contato com liberação de timolol, composto de um colírio eficaz ao tratamento desta doença. O medicamento é aplicado pelo dispositivo nos olhos em pequenas doses e tem a durabilidade de 30 dias. Seu material é feito de silicone.

Folha de S. Paulo

A promessa do produto é facilitar a vida do paciente, principalmente dos idosos, que muitas vezes apresentam dificuldades em aplicar a medicação, até mesmo podem desperdiçar o produto ou esquecer de utilizá-lo. Entenda mais sobre o glaucoma clicando aqui.

Infelizmente os responsáveis por essa produção não tiveram verbas aplicadas ao projeto e os testes em humanos ainda não realizados. Segundo os produtores, a Anvisa demora de cinco a dez anos para liberar o uso em humanos, e qualquer farmácia poderia importar produtos semelhantes, e com isso a ideia se tornaria ultrapassada. Enquanto a resolução não chega, as lentes de contato estão sendo adaptadas e testadas em cães e gatos com problemas de visão, com o medicamento do glaucoma trocado por anti-inflamatórios e antibióticos recomendados para animais.

Informações: Revista Galileu, SciVerse e Folha de S. Paulo