Teste para aplicação de lentes tóricas

No post anterior explicamos detalhadamente sobre as lentes tóricas e qual a diferença dela para as outras lentes de contato para a correção de miopia. O post de hoje detalhe o teste de adaptação das lentes tóricas realizado antes da utilização.
Diversos métodos são utilizados para corrigir a possível rotação de lentes tóricas aplicadas aos olhos, mas muitos deles podem confundir um pouco os novos usuários durante a essa adaptação. Um método muito eficaz e simples é somar os graus de rotação para a esquerda aos dos prescritos na receita do óculos. Se a rotação das lentes for para a direita, subtrai-se os graus. Uma outra forma é comparar a rotação com o relógio analógico. Se a rotação corresponder ao movimento dos ponteiros, os graus são somados, contra os ponteiros, os graus são diminuídos. Cada hora do relógio corresponde a 300 da rotação estimada. Caso não haja rotação, o eixo é o mesmo prescrito na receita do óculos.

É necessário realizar a sobre-refração tanto esférica quanto cilíndrica na lente de teste para determinar o grau final, assim avalia-se o verdadeiro potencial que se pode obter com a nova lente. O grau final obtido para a melhor visão, às vezes nos surpreende. Menores correções esféricas dão uma boa acuidade visual final e nem sempre se utiliza todo o astigmatismo para chegar à visão satisfatória e deixar o paciente satisfeito.

É muito importante realizar os testes com lentes para tal finalidade do mesmo fabricante que fornecerá a lente final, facilitando os ajustes necessários, pois já é sabido o material, desenho e espessura das curvaturas das lentes finais.

O paciente e o oftalmologista devem trabalhar em conjunto na fase de adaptação: analisar conforto, adaptação dos graus, averiguar perfeitamente a rotação e adequação ao produto são essenciais para esta fase.