Cuidado com o colírio!

É muito comum encontrar pelo menos um amigo que é adepto ao uso contínuo do colírio. Isso em qualquer estação do ano: seja por conta da irritação dos olhos que o cloro da piscina ou da areia da praia causaram, ou pelo incômodo e vermelhidão, aparentando ser uma conjuntivite, nas épocas mais frias... Mas é muito bom avisar e reforçar SEMPRE que a automedicação pode trazer consequências sérias, independentemente do problema parecer simples ou não. 

Cada problema ocular pede um cuidado específico. E para isso, existe um colírio com uma composição específica para tratar daquele tipo de problema. Por exemplo, se a conjuntivite é alérgica, o colírio deve ser antialérgico. Se o caso apresenta uma conjuntivite bacteriana, o colírio deve conter antibiótico, e e for uma conjuntivite viral, o colírio deve conter em sua composição um antinflamatório ou lágrima artificial. Em grande parte dos casos de automedicação, a composição do colírio utilizado nunca corresponde a real necessidade do paciente, causando assim mais complicações para um caso que começou simples.

O uso excessivo do colírio de forma inadequada pode apressar a formação de catarata, perfuração da córnea, e ainda aumentar a pressão do olhos, causando o glaucoma, além de provocar mutações de bactérias, que se tornam mais resistentes ao remédio. Muitos especialistas alertam que a automedicação com colírios vasoconstritores podem ocultar o real problema, complicando assim o tratamento adequado para o caso. Muitas vezes, os vasos sanguineos, que anteriormente estavam dilatados, apresentando vermelhidão, se fechem com a aplicação do colirio, e depois que o efeito passa, os vasos voltam a se dilatar mais intensamente, causando o efeito rebote.

Para evitar qualquer tipo de agravante, o certo é jogar fora qualquer colírio usado depois de um tratamento prescrito por um médico, mesmo que tenha sobrado. Assim, não se corre o risco de utilizá-lo para outros fins, emprestar para alguém ou usá-lo fora da validade.

Falando nisso, o colírio jamais deve ser compartilhado com outra pessoa, pois pode gerar contaminação, já que muitas pessoas costumam encostar o bico do frasco nos olhos, ou derrubam a tampa ou deixam o produto aberto. Esses costumes acabam aumentando o número de bactérias. 

Produtos que clareiam o branco dos olhos também devem ser usados somente com prescrição médica, já que um dos efeitos colaterais é o aumento da pressão arterial. Isso vale também para cremes e pomadas para os olhos.

Oftalmologistas recomendam o uso de soro fisiológico em casos de primeiros cuidados somente se o produto for novo, guardado em recipiente esterilizado e longe de bactérias. Por isso, é sempre bom redobrar os cuidados com o armazenamento de produtos que servem para cuidar da nossa saúde. 

Informações: R7