Livros eletrônicos, impressos e a visão

Não é novidade que muitas pessoas trocaram os livros impressos pelos ebooks, facilmente baixados ou comprados pela internet e acessado pelo tablet ou notebook. Não só pela paixão a tecnologia, mas sim pela facilidade de 'carregar' diversos livros em um único lugar, e dando a possibilidade de ajudá-lo de acordo com suas necessidades: iluminação baixa ou alta, letras grandes, médias ou pequenas, não é preciso 'molhar a ponta dos dedos' pra virar a página, etc.  Talvez o que você não saiba é que esses aliados ao conforto exigem muito menos esforço mental que o bom e velho livro, segundo pesquisa realizada por estudantes da Universidade Johannes Gutenberg. 

Apesar da maioria dos entrevistados na pesquisa terem dito que preferem os livros impressos, a avaliação neural não confirmou a preferência. Os olhos em movimento e a atividade cerebral de cada um foram estudados enquanto liam, e foi constatado que todos faziam um esforço muito menor para a leitura do livro eletrônico, principalmente os leitores mais velhos. Já os jovens entre 21 e 34 anos mostraram os mesmos esforços para a leitura em todas as mídias estudadas.

Nenhum dos voluntários apresentaram dificuldades na leitura em nenhum dispositivo, mas os mais idosos se beneficiaram com os aparelhos de leitura eletrônica, comparando-os aos livros de papel. Os esforços físicos como o peso maior do livro impresso e as constantes mudanças de posição durante a leitura não foram avaliados.

O exercício da leitura é uma atividade mental em qualquer circunstância, mas o livro impresso ganha a preferência por razões sensoriais, como a textura e o cheiro.