Entenda a monovisão

Anteriormente, mostramos um pouco das possibilidades de oferecer qualidade de vida para quem sofre de presbiopia com as lentes bifocais e multifocais, e encerraremos esse especial explicando sobre a monovisão.


As lentes monofocais oferecem a visão de longe para um olho e de perto para o outro, e a ordem é definida por meio de um exame simples. Coloca-se a dioptria de longe no olho dominante e no olho não dominante a dioptria de perto. Nesse tipo de adaptação não é possível adição maior que 1,75 a 2,00, pois comprometem a visão em profundidade, chamada de "estereopsia".




Este recurso é utilizado em pacientes de 38 a 65 anos de idade aproximadamente, e o resultado geralmente é satisfatório. Mas, para isso, é necessário avaliar o seu histórico, e o oftalmologista escolherá a lente que melhor se adapte a córnea, já que cada caso é um caso. As opções variam entre monovisão simples, qualificada e quantificada:

A monovisão simples é para pacientes que possuem graus de 1,75 a 2,00 e ambos os olhos estejam com a visão 100% saudável. Assim, adota-se a lente de longe para o olho dominante e lente de perto para olho não dominante.
Já a Monovisão Qualificada o paciente possui a visão de longe estabilizada no olho dominante, e a visão de perto, a não dominante, com a lente bifocal.
A Monovisão Quantificada é utilizada quando o paciente mantém a visão de longe no olho dominante e a meia distância e perto, no olho não dominante, com lentes de contato multifocais.

Alguns casos precisam ter sua dominância alternada, o que exige um acompanhamento profissional durante todo o processo de adaptação, para averiguar se esse tipo de tratamento é viável ao caso do paciente.