O que é blefarite e como se livrar dela?

Com a umidade do ar baixa por conta do inverno, é comum surgirem alguns problemas relacionados aos olhos secos, e muitas vezes, por conta disso a pessoa não nota que pode ter um problema mais grave que uma simples doença por causa da alteração do clima, como o caso de quem sofre de blefarite, uma alteração ocular crônica relacionada ao acúmulo de bactérias, presente na flora normal da pele das pálpebras. Isso ocorre devido ao aumento da oleosidade dessa região, geralmente ocasionada devido a uma disfunção nas glândulas de meibômio, responsável pela fabricação da oleosidade lacrimal, ou por falta de higiene.


A blefarite não é contagiosa, e se apresenta de forma inflamatória nas pálpebras, com inchaço e vermelhidão na região. Uma espécie de caspa se acumula nos cílios (o que pode ocasionar a perda deles) e outros sintomas semelhantes ao terçol ou conjuntivite podem surgir. O uso de lentes de contato deve ser suspenso nos surgimento dos sintomas: lacrimejamento, irritação, coceira, sensação arenosa nos olhos, alterações dos cílios, olhos e pálpebras avermelhadas, dor, fotofobia e até mesmo diminuir a visão. Quem sofre de blefarite pode sentir fases alternadas de melhoras e pioras, e como é algo que não tem cura, é de suma importância adotar uma rotina de higienização para que isso não atrapalhe a qualidade de vida do paciente.

Higienização de rotina:

Lave sempre a pálpebra: os olhos devem ser limpos com cuidado, próximo aos cílios, e não dentro na região interna, de preferência com uma solução indicada pelo oftalmologista para esses casos. O shampoo neutro infantil, aquele que promete não arder os olhos, também podem oferecer um resultado satisfatório. Use sempre cotonetes ou gaze para a aplicação. 
A finalização deve ser feita com soro fisiológico para enxaguar a solução utilizada. Repita este procedimento de 1 a 2 vezes por dia.

Compressas: a compressa úmida em água morna ajuda a remover as crostas e secreções gordurosas. Deixe-a por 5 a 10 minutos nos olhos fechados, e repita esse procedimento sempre antes da higienização indicada anteriormente.

Massagens: a base dos cílios deve receber uma massagem suave para drenar as secreções das glândulas. Pequenos movimentos circulares e horizontais durante alguns segundos devem ser feitos após a compressa.

Remediadores: em casos mais graves ou resistentes de blefarite, o oftalmologista indicará antibióticos e antiinflamatórios a base de pomada ou colírios para amenizar os sintomas. Jamais se auto medique, pois esta opção pode causar efeitos colaterais. O especialista indicará o que for melhor para o seu caso, e pelo período certo a ser usado.

Boa alimentação: uma dieta rica em ômega 3 ajuda a regular a função das glândulas lesionadas pela doença. Peixes, algumas sementes e óleos vegetais são algumas opções.

E lembre-se: quem possui blefarite consegue manter a qualidade de vida tendo disciplina. Não deixe de visitar periodicamente o seu oftalmologista e seguir à risca todas as instruções.