Estatística aponta que poucas pessoas no mundo cuidam de sua saúde ocular

De acordo com as estatísticas apontadas pelo Índice Global da Saúde dos Olhos, lançado pela Bausch + Lomb em julho de 2012, cerca de 70% das pessoas no mundo sacrificariam 10 anos de sua vida ou alguma parte do corpo só para não perder a visão. Contudo, apenas um terço dos entrevistados cuidam da saúde ocular, adotando medidas básicas e necessárias para a preservação e bom funcionamento da visão.

Estes números foram constatados por 147 profissionais da saúde envolvidos no projeto, e o estudo foi feito com 11 mil consumidores de 26 países diferentes, incluindo o Brasil. Apesar de ter sido a primeira pesquisa de opinião realizada nesta área, mostra claramente o estado de conscientização, atitudes e comportamentos dos consumidores de lentes de contato em relação à saúde dos olhos. Também foi apontado que poucas pessoas fazem exames oftalmológicos regulares por diferentes motivos, o que é assustador, pois 80% dos casos diagnosticados pelos especialistas da saúde ocular são prevenidos se detectados e tratados logo no início. 

Um dos principais motivos apontados pelo estudo que impede a pessoa a realizar tais exames é a falta e conscientização. Sabe-se que a saúde dos olhos e a saúde do corpo no geral estão interligados, pois as veias e as artérias podem ser facilmente observadas pelos oftalmologistas, podendo detectar cerca de 150 doenças, como diabetes, colesterol alto e hipertensão, antes mesmo dos sintomas serem apresentados. O objetivo do Índice Global da Saúde dos Olhos é informar e instruir milhões de consumidores sobre a importância de visitar regularmente o médico dos olhos, a fim de evitar doenças mais graves, como catarata, degeneração macular e glaucoma, e aumentar precocemente outras doenças crônicas.

Vejam os resultados apontados na pesquisa:

• Menos de um terço dos entrevistados adota as medidas básicas para preservar a visão;
• Se tivessem que escolher, as pessoas prefeririam perder o sentido de gustação (79%), audição (78%), um braço ou perna (68%) ou 10 anos de vida (67%) em vez de perder a visão;
• Três quartos dos entrevistados prefeririam ter seu salário reduzido pela metade do que uma queda de 50% na qualidade da visão;
• 68% dos entrevistados alegam possuir conhecimentos sobre a saúde dos olhos, mas essa afirmação é contraditória, já que apenas 21% fizeram exames oftalmológicos regulares nos últimos cinco anos;
• As mulheres adotam mais medidas de proteção do que os homens, como o uso de óculos escuros (81% vs. 77%), uma dieta saudável (82% vs. 75%) e não fumar (79% vs. 73%);
• Os casados tiveram mais exames oftalmológicos do que os solteiros no ano passado (46% dos casados e 38% dos solteiros);
• Entre os que não fizeram exames oftalmológicos regularmente, 65% disseram que não visitaram o oftalmologista porque não experimentaram qualquer sintoma e 60% porque enxergam bem, um raciocínio perigoso, já que muitas doenças dos olhos ocorrem sem sinais perceptíveis para o paciente;
• 97% dos médicos entrevistados no mundo todo acreditam que os consumidores não possuem conhecimento adequado sobre a saúde dos olhos;
• 94% dos profissionais de saúde da área de oftalmologia concordam que as mulheres cuidam melhor dos olhos do que os homens.
• 44% dos entrevistados admitiram pensar que “não é necessário examinar os olhos, se não houver um problema”, enquanto 42% acreditam que “se eu posso ver, meus olhos são saudáveis”;
• Quase 4 em cada 10 (39%, exatamente) acreditam honestamente que “o único motivo para visitar um oftalmologista é para correções da visão”;
• Em relação aos próprios olhos, 30% dos entrevistados disseram, “se não dói, não é nada sério”.