Botox para os olhos?

A toxina botulínica A é uma neurotoxina produzida por um grupo de bactérias que afeta ou paralisa temporariamente a função dos músculos nos quais foram injetados. Na Suécia ele recebe o nome de Dysport, na China, Prosigne e no restante do mundo, Botox. Popularmente conhecido por ser um medicamento injetável utilizado para fins estéticos, principalmente para corrigir as rugas de expressão, o Botox também é usado para diversos tratamentos oftalmológicos, e hoje vamos conhecer mais a fundo quais são eles.

Alguns meses atrás, falamos sobre os espasmos oculares e blefaroespasmo, uma desordem neuromuscular que promove contrações intensas e involuntárias no olho. Para o tratamento deste incômodo, o Botox é aplicado diretamente nos músculos afetados, impedindo que se contraiam. Por conta da durabilidade do efeito da medicação, é necessário que o médico refaça a aplicação de 4 a 6 meses, e consequentemente, diminuindo este tempo aos poucos, pois gradativamente a reação do Botox durante o tratamento diminui.
Há ainda um caso um pouco mais grave, no qual os espasmos não atingem somente o olho, mas sim metade da musculatura do rosto e boca. Chama-se espasmo hemifacial, e o tratamento é o mesmo do blefaroespasmo.

Alguns casos de estrabismo também podem ser corrigidos com o uso do Botox. O paciente estrábico apresenta uma musculatura ocular fraca, fazendo com que os olhos (ou um deles) permaneça desviado para um lado e/ou se mexendo para cima e para baixo, impossibilitando que ambos fiquem paralelos. Nestes casos, o medicamento é injetado no músculo mais fraco, proporcionando um equilíbrio na musculatura ocular, dando força para que eles permaneçam paralelos.

É de suma importância ressaltar que este tratamento deve ser feito somente por um médico. Se o uso do Botox for utilizado para fins estéticos na região dos olhos, vale lembrar também que dependendo da reação do seu organismo, pode ocorrer complicações, como a ptose (quando o medicamento faz com que a pálpebra fique caída, prejudicando assim o campo de visão) e a exposição exagerada do olho, que ocorre quando se utiliza muitas vezes o medicamento, diminuindo a capacidade de piscar, promovendo o ressecamento da córnea, e em alguns casos, comprometendo a acuidade visual. Por isso, pense bem antes de aderir à ideia: se vale mais a pena perder as linhas de maturidade ou sua qualidade visual.