O que é retinoblastoma?

O retinoblastoma é um tumor maligno que se desenvolve a partir dos retinoblastos, células responsáveis pelos fotorreceptores da retina e pode atingir um ou ambos os olhos, e em alguns casos estendem-se para o crânio. Os principais atingidos pela doença são as crianças, sendo elas 80% menores de 4 anos, sendo que a média de idade do diagnóstico é 2 anos. Além de não haver predisposição para sexo ou raça, o diagnóstico de retinoblastoma em crianças maiores que 6 anos é rara.

Casos hereditários desta enfermidade apresentam tumores unilaterais (um olho afetado) ou bilaterais (ambos os olhos, e corresponde a grande parte dos casos), e tanto o paciente como seus irmãos devem se submeter a exames periódicos e terapia genética, assim é possível evitar que as outras crianças desenvolvam o tumor. Quando a doença é caracterizada como esporádica, somente um dos olhos é afetado e geralmente atinge crianças maiores,  correspondendo a 65% dos casos.
Os sintomas variam de acordo com o tamanho e localização do retinoblastoma. O mais comum deles é o 'reflexo de olho de gato', cientificamente chamado de leucocoria, por conta do descolamento da retina, causada pela massa criada pelo tumor. Ela pode até ser vista através da pupila. Outros sinais são estrabismo, perda da visão, sangramento em alguma região ocular, uma das íris com a cor diferente, vermelhidão e glaucoma. O grau mais avançado da enfermidade apresenta sinais bem agressivos, como a massa em órbita e o globo ocular deslocado pra fora. Quando o crânio é afetado, o sistema nervoso central é atingido, e causa dores de cabeça e vômito.
O diagnóstico é realizado com tomografia no crânio e órbita ou ressonância, indicados para avaliar a gravidade do tumor. O quadro clínico do retinoblastoma pode ser comumente confundido com infecções bacterianas, fúngicas ou toxocara canis, persistência hiperplásica do vítreo primário, Doença de Coats, Angiomastose de retina e infiltração da retina por metástases. Por isso, é extremamente recomendável a visita periódica ao oftalmologista, pois qualquer sinal ou sintoma da doença detectado no início pode evitar uma série de complicações.
O tratamento deve ser feito de acordo com o grau da doença. Tumores pequenos são removidos com cirurgia a laser, termoterapia e/ou crioterapia. Casos avançados e sem reversão implicam na remoção do olho afetado para a eliminação total do tumor. Ainda existe uma técnica desenvolvida no Japão nos anos 1980, que consiste em uma quimioterapia intra-arterial, injetada diretamente a artéria oftálmica.