Prefeitura de São Paulo promove conscientização sobre saúde ocular do bebê na gestação

O Portal da Prefeitura de São Paulo disponibilizou recentemente algumas informações referentes à Gestão e Saúde Ocular do bebê, e que também podem ser encontradas em folhetos disponibilizados nos Postos de Saúde da cidade. O objetivo é conscientizar as gestantes das prevenções necessárias para não contraírem doenças que prejudicam a saúde do feto.

O conteúdo ressalta que algumas doenças infecciosas adquiridas no período de gestação, por acometerem os olhos do bebê, podem levar a cegueira, quando chegam em um estado avançado, e que medidas de higiene, limpeza, vacinas e as devidas proteções podem evitar que isso ocorra. As enfermidades que podem levar à cegueira do feto quando contraídas durante a gravidez são:

Toxoplasmose: doença causada por um microrganismo, transmitido na ingestão de alimentos contaminados por fezes de gato. Carne mal cozida, verduras mal lavadas, água contaminada e o contato das mãos à boca após o contato com o animal são as principais causas de contágio. Os sintomas são febre, fraqueza, ínguas e até mudanças na qualidade visual (nem todos os casos apresentam sintomas). 
Quando a gestante é contaminada, o bebê corre o risco de nascer com lesões neurológicas, retardo mental e alterações oculares.

Rubéola: doença causada pelo contágio de um vírus por via respiratória. Os sintomas mais comuns são febre, ínguas no pescoço, nuca e manchas vermelhas no corpo. É benigna somente quando a contaminada não está grávida, pois a enfermidade pode causar aborto, ou o bebê pode nascer com cegueira, catarata, surdez, problemas no coração, retardo mental, entre outras deficiências.
Para evitar a doença é necessário tomar a devida vacina de prevenção, e também evitar o contato com pessoas contaminadas, pois somente um espirro é suficiente para transmitir a doença. Bebês de 12 meses devem tomar a primeira dose de vacina, e a segunda dose é dada entre os 5 e 6 anos de idade. Meninas devem se vacinar também após entrarem na idade fértil, desde que não esteja grávida. Gestantes que não foram vacinadas deverá receber a vacina logo após o parto. O vírus vacinal é transferível ao feto, por isso não é possível vacinar enquanto a mulher estiver grávida.

DSTs: Doenças Sexualmente Transmissíveis são propagadas por meio de relações sexuais quando uma das pessoas está infectada. Quando diagnosticada em tempo, algumas delas podem ser curadas rapidamente e de forma correta. Alguns casos mais graves comprometem todo o organismo, e no caso das gestantes, pode provocar aborto ou mal formação e doenças no bebê. 
A sífilis, AIDS e a gonorreia  afetam o feto de forma direta, e podem levar não só a cegueira como também ao óbito. É de suma importância, em qualquer circunstância, praticar o sexo seguro com o uso de preservativos, e também da mulher realizar exames ginecológicos anualmente. Gestantes devem estar em dia com o pré natal, pois é nele que o médico faz os exames de sífilis, testes anti-HIV, etc. 
Outro método importante a ser praticado é o não compartilhamento de seringas e agulhas, para evitar não só a AIDS como também as hepatites B e C. Pessoas com até 19 anos podem procurar qualquer Unidade Básica de Saúde para serem vacinadas somente contra a hepatite B.