Síndrome de olho seco é mais recorrente em cidades poluídas

Um recente estudo divulgado no Congresso Anual da Academia Americana de Oftalmologia, em Nova Orleans, nos EUA, mostrou um resultado óbvio: a poluição ambiental deve ser considerada como parte da gestão global da síndrome do olho seco. Com isso, moradores de grandes cidades com alto nível de poluição do ar correm o risco de desenvolver a doença.

O estudo faz parte de um projeto chamado Environmental Factors and Dry Eye Syndrome: A Study Utilizing the National U.S. Veterans Affairs Administrative Database, realizado em novembro de 2013, e contou com moradores de Nova Iorque, Chicago, Los Angeles e Miami, os quais apresentaram entre três a quatro vezes mais probabilidade de serem diagnosticados com a Síndrome do Olho Seco em comparação com moradores de outras áreas urbanas, onde a poluição do ar é relativamente menor.

Embora já se tenha sugerido antes que fatores ambientais poderiam impactar a Síndrome do Olho Seco, este é o primeiro estudo realizado com uma grande população de pacientes que cobre todo o território continental dos Estados Unidos, que relaciona efetivamente a localização do paciente tratado para olho seco com as condições atmosféricas: em especial, a poluição do ar, juntamente com as condições meteorológicas.

Cruzando informações dos bancos de dados dos veteranos e da NASA, os pesquisadores examinaram os registros de saúde de 606.708 pacientes que receberam tratamento para a Síndrome do Olho Seco em uma das clínicas especializadas para veteranos entre julho de 2006 e julho de 2011. 

Aqueles que viviam em áreas com altos níveis de poluição do ar apresentaram um risco aumentado para a Síndrome do Olho Seco e uma taxa de incidência da doença 1,4% maior. A maioria das áreas metropolitanas – incluindo Nova York, Chicago, Los Angeles e Miami – mostrou alta prevalência da Síndrome do Olho Seco (17 a 21%) e altos níveis de poluição do ar.

Além disso, o risco de Síndrome do Olho Seco também apresentou-se 13% maior em áreas de grande altitude. Locais onde havia maior umidade e maior velocidade do vento foram inversamente associados com o risco da Síndrome do Olho Seco, após o controle da poluição do ar e de outras condições climáticas.

A pesquisa ainda sugere que os moradores de grandes cidades vítimas do efeito irritante do olho seco mantenham atitudes simples e eficazes, como manter a umidade no interior de sua residência e trabalho, com a ajuda de filtros de ar de boa qualidade. Vale ressaltar também que usuários de lentes de contato devem redobrar os cuidados, para não sofrerem o efeito duplicado da síndrome. Colírios e lubrificantes adequados podem ser receitados por seu oftalmologista de confiança, após os devidos exames.

E para não perder o costume: visite periodicamente o seu oftalmologista.

Informações: Portal Segs