Degeneração macular pode ser hereditário, aponta estudo

Um pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) afirma que a genética é o maior fator de risco no desenvolvimento de degeneração macular. A doença é a terceira principal causa da cegueira no mundo.
A equipe liderada pela oftalmologista Luciana Negrão Frota de Almeida coletou amostras de sangue de 303 pacientes atendidos em uma clínica privada de Belo Horizonte para analisar o polimorfismo, uma espécie de variação genética. O resultado indica que mesmo com a mistura de raças na população brasileira, o padrão mundial ainda prevalece: " Mais de 50% dos pacientes apresentam esses genes com polimorfismo. Quando se observa variação em alguns deles especificamente, a chance de se ter degeneração macular é 30 vezes maior", afirma Luciana. Isso explica que a degeneração macular a esses genes não significa que a doença depende deles, e sim que possuem alguma relação.
Infelizmente, somente os pacientes que sofrem de degeneração macular úmida conseguem se tratar, o que corresponde a 10% de quem sofre a doença. Os outros 90% dos casos são dos tipos mais agressivos da enfermidade, como a versão atrófica ou seca, e não possuem opções para retardar a perda da visão. Além do mais, o tratamento para a minoria é caro e nem sempre eficaz.
Segundo Luciana, a melhor forma do paciente evitar a doença é passar por uma triagem genética. Mesmo não sendo muito acessível, ainda sim é o mais viável. A expectativa é que futuramente estes testes possam ser mais baratos, caso haja muita procura. 
Por se tratar de uma doença silenciosa, seu desenvolvimento inicial pode passar desapercebido. Por isso, é de suma importância consultar sempre um oftalmologista, além de se precaver utilizando óculos escuros de qualidade para proteger os olhos do sol, pois a luz solar pode desencadear a doença em quem já possui a predisposição genética à ela.
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