Sete doenças diagnosticadas por exames oculares

Nós sempre batemos na tecla aqui no blog sobre a importância de se consultar periodicamente com um oftalmologista, mesmo se não há nenhum problema aparente de visão ou mesmo se a pessoa não utilize óculos e/ou lentes de contato. E o motivo fundamental é que os exames oculares não só diagnosticam problemas de refração, como também sobre o estado de saúde do paciente.
Há sete doenças comuns que são facilmente detectadas com exames oftalmológicos de rotina, e pontuaremos cada uma delas:

Diabetes: A taxa de glicemia elevada costuma embaçar a visão por conta da alteração de grau para mais ou para menos. Trata-se de uma doença crônica que atinge 12 milhões de brasileiro e metade deles nem sabe que tem. O paciente que sofre desta doença recebe um acompanhamento permanente de um oftalmologista, pois o controle da taxa de glicemia pode retardar o aparecimento de alterações na retina, podendo maquiar outras doenças.

Hipertensão: um dos sintomas mais comuns de quem sofre de pressão alta primária é a vermelhidão dos olhos e essas pessoas representam 90% dos casos sem causa identificável. Como este sintoma pode ser outra coisa simples, como noites mal dormidas, é necessário procurar um especialista somente quando a vermelhidão persistir, principalmente se for acompanhado por dores de cabeça e nos olhos, perda de visão, e sensibilidade à luz.

Hipoglicemia: sabe aqueles tremores inconvenientes e involuntários nos olhos? Ele pode indicar que seu sangue está com o nível de açúcar abaixo do normal. A visão embaçada, convulsões e sudorese são sintomas ainda mais graves da hipoglicemia, e exigem exames complementares para diagnosticar a possibilidade de diversas outras doenças, como diabetes ou problemas no fígado, rins e pâncreas.

Tumores do cérebro: Pessoas que sofrem com algum tipo de tumor no cérebro apresentam diversos sintomas, como dores de cabeça e tonturas. Justamente por isso os exames oculares comuns conseguem averiguar se a visão está borrada, se a pupila apresenta dilatação maior que a outra e como está a cor do nervo óptico. Essas variações fazem com que o oftalmologista encaminhe o paciente para um especialista.

Câncer de pele: Quem possui histórico de melanoma na família ou quem já sofreu de câncer deve sempre prestar atenção nas manchas que surgem nos olhos, muito parecidas com pequenas sardas. Em um exame rotineiro é possível diagnosticar a doença, pois o oftalmologista analisará a cor e o formato do órgão, e diagnosticando algo anormal, encaminhará o paciente à um especialista.

Doenças vasculares: pessoas que possuem mais de 60 anos e apresentam obesidade, diabetes, hipertensão, trombose e/ou possuem o hábito de fumar devem ficar alertas com os sinais apresentados pelos olhos. Vasinhos vermelhos são sinais de deficiência na organização nos vasos da retina. Pacientes com doenças vasculares recebem tratamento diretamente de um clínico geral ou cardiologista juntamente com um oftalmologista, pois é necessário também diminuir os danos teciduais na retina para melhorar a visão.

Aneurisma: o aneurisma cerebral costuma passar desapercebido até ser diagnosticado em um exame oftalmológico de rotina, pois seus sintomas são visão embaçada, dor nos olhos, cabeça e perda de visão, muito comuns em quem sofre de algum problema de refração. O oftalmologista analisa se as pálpebras estão caídas, se há aumento na pressão no olho, hemorragias e inchaço do nervo óptico, sinais de que um vaso sanguíneo pode ter rompido ou vazando. Se o exame é feito periodicamente, é possível evitar em tempo que a artéria se rompa.