Novo tratamento promete beneficiar pacientes com DMRI

Já abordamos diversas vezes por aqui no blog diversos temas sobre a degeneração macular relacionada à idade, a DMRI. Infelizmente a doença é algo que atinge uma grande porcentagem de pacientes acima de 50 anos em dois tipos de estágios: a atrófica (ou seca) e a exsudativa (úmida).
Considerada como uma DMRI grave, a tipo úmida ocasiona o surgimento de vasos sanguíneos anormais na retina, causando o descolamento e até mesmo uma perda rápida e severa da visão. O tratamento é feito com cirurgia a laser para cauterizar os vasos, uma forma muito agressiva à região afetada. E pensando em reverter isso, diversos testes foram realizados e demonstraram uma grande segurança e eficácia no uso do medicamento Lucentis para o tratamento desta doença.
A substância ativa ranibizumabe, encontrada na composição do Lucentis, é um anticorpo que se une à uma proteína denominada como VEGF-A (fator de crescimento endotelial), responsável por tratar da lesão na retina e por inibir o crescimento dos vasos anormais. Assim, a DMRI úmida não progride e consequentemente não agride mais o órgão.
O uso do medicamento é realizado em ambiente cirúrgico e é injetado mensalmente na cavidade vítrea, até a acuidade visual do paciente volte à sua máxima. Dessa forma, os oftalmologistas conseguem atingir resultados mais efetivos, menos evasivos não só da degeneração macular, como também da retinopatia diabética proliferativa, o glaucoma vascular e outras doenças vasculares.