Tratamento inadequado contra herpes ocular pode causar cegueira

Você já deve ter ouvido falar do vírus da herpes simples, conhecido como HSV, o grande causador tanto da herpes labial como da ocular. Mas você sabe o que difere uma da outra? 

O diagnóstico da labial é muito mais evidente do que da ocular, que pode parecer uma simples irritação. Aí é que mora o perigo: a doença quando não diagnosticada e obviamente não tratada adequadamente, aumenta o risco do paciente perder a visão.
Há também a herpes zoster, causada pelo vírus da varicela. Só nos Estados Unidos surgem 50 mil novos casos por ano deste tipo de enfermidade. Por isso se faz necessária a visita periódica à um bom oftalmologista, o qual conseguirá distinguir corretamente quando se trata de uma herpes ocular simples, ou uma zoster, ou quando se trata de uma infecção comum ou intoxicação ocular provocada por algum medicamento. Até mesmo porque a herpes pode surgir novamente quando a imunidade do paciente está baixa ou por estresse intenso e traumas, afetando qualquer camada dos olhos, atingindo a acuidade visual se não tratada de forma correta.
Dados publicados pela Academia Americana de Oftalmologia (AAO) revelam que há 27% de chances do paciente que sofre de herpes ocular apresentar novamente os sintomas dentro de um ano, 50% em cinco anos e 63% em 20 anos. A doença geralmente surge ainda na infância, e em muitos casos, a criança é diagnosticada com uma infecção moderada. Por receber um tratamento simples, o vírus invade os olhos, se instalando no gânglio trigeminal, tornando-se latente. 

Os sintomas que se manifestam por conta da herpes são inflamação nas pálpebras e córneas, ceratite e conjuntivite folicular, e obviamente não devem ser comparadas à herpes genital, que é uma doença sexualmente transmissível. O tratamento adequado consiste em medicamentos antivirais ou antibióticos específicos que interrompem a proliferação do vírus, impedindo a destruição das células epiteliais. Somente assim que o paciente não corre o risco de perder a visão, e consequentemente, se ver na necessidade de passar por um transplante de córnea.