Cuidados especiais com a visão de portadores de Síndrome de Down

Você sabia que os portadores de Síndrome de Down possuem uma maior pré disposição a sofrerem com doenças oculares? Mesmo que eles não reclamem de nenhum desconforto na visão, é de suma importância manter um acompanhamento desde a infância, pois anomalias de posição dos cílios, cataratas e obstrução das vias lacrimais acontecem com muito mais frequências nestes pacientes especiais, e consequentemente acaba prejudicando-os no processo de aprendizagem.

Estima-se que 50% das crianças com Síndrome de Down tenham dificuldade para enxergar de longe, e 20% de perto. Muitas delas sofrem de estrabismo, blefarite e nistagmo. Os números também apontam que 3% dos bebês sofrem de cataratas congênitas, e caso a remoção não seja feita em tempo hábil, a criança pode ficar cega. Após a cirurgia, é necessário o uso de óculos para a correção apropriada, mantendo a sua qualidade visual.
Crianças que apresentam a síndrome aprendem com maior facilidade com a ajuda de informações visuais, e quando apresentam problemas na visão, seu desenvolvimento pode sofrer um grande impacto. É necessário realizar exames oftalmológicos anuais, e se o seu comportamento demonstrar desconforto e dificuldades em algumas atividades, o oftalmologista também deve ser consultado imediatamente.
Grande parte dos problemas apresentados por crianças com Síndrome de Down são corrigidos com o uso de óculos. As armações devem se encaixar perfeitamente ao rosto para não causar desconforto e deve-se sempre se atentar a higienização das lentes. Algumas empresas criaram até um óculos específico, não só para facilitar a adaptação, como também para ajudá-los a aceitar melhor a armação no rosto. No entanto, é sempre bom manter um óculos reserva, caso o mais utilizado se quebre, e elásticos próprios para óculos podem ajudar a manter as armações presas à cabeça durante o período de adaptação.