Tratando a conjuntivite das crianças

Com este tempo seco, sem chuvas e ambientes fechados por conta do frio, a conjuntivite se torna a principal irritação do inverno, e quem sofre mais com isso com certeza são as crianças. Uma mão sujinha esfregando o olho aqui, outra ali, e pronto! A membrana que reveste os olhos inflama. E apesar de ser uma doença muito comum, quando a criança ainda é um bebê fica difícil manifestar o incomodo e especificar exatamente o que está sentindo, e consequentemente, exige medidas um pouco mais cuidadosas, como o exame da conjuntiva e linfonodos, responsáveis pelo combate da doença.

A cultura da lágrima também pode ser realizada durante o procedimento, para analisar a existência de bactérias, colaborando com a prescrição adequada de medicamentos específicos. Os ambientes em que a criança frequenta deve ser informado ao oftalmologista, assim como o histórico de doenças na família.
Ao todo, são sete tipos diferentes de conjuntivite: neonatal, que se manifesta em recém nascidos e transmitida pela mãe durante o trabalho de parto. Exige um tratamento rigoroso e urgente, pois pode se tornar grave se não tratado adequadamente; a infecciosa, que é a mais comum, causada por vírus ou bactérias; a alérgica, associada a problemas como asma, eczema, rinite e urticária; a irritativa, causada pela poluição, ar condicionado, entre outros; a química, resultado de queimaduras na conjuntiva por agentes que podem levar a cegueira; a conjuntivite associada à outras doençascomo gota, disfunções da tireoide, psoríase, lúpus e artrite reumatoide, e por fim, a conjuntivite seca, quando a produção de lágrimas no paciente é diminuída, ou causada por ar condicionado ou baixa umidade do ar. O tratamento depende do agente causador e varia a cada caso, mas compressas de água fria são recomendadas para aliviar o incômodo que a irritação causa, tanto nos bebês, como nas crianças e adultos. Em alguns casos, é necessário o uso de lágrimas artificiais e determinados colírios, todos prescritos pelo oftalmologista.
Algumas medidas básicas são fundamentais para que a conjuntivite seja curada e não se alastre entre as pessoas que convivem com a criança:

  • Intensifique a higienização dos olhos do seu filho;
  • A criança deve permanecer em casa. Não mande-o para a escola, creche e outros ambientes onde outras pessoas poderão ser contaminadas;
  • Lave muito bem as mãos, tanto as suas como as de seus filhos;
  • Use sempre produtos descartáveis, como lenços e toalhas e não compartilhe o mesmo objeto com o infectado;
  • Não permita que seu filho coce os olhos durante o tratamento.
E lembre-se: se o problema persistir, volte ao oftalmologista. Não pratique a automedicação!