Motivos para você não tatuar o branco de seus olhos

Com o mundo cada vez mais modernizado, a tatuagem passou a ser um status entre os mais diferentes estilos e filosofias de vida na sociedade. Muitas técnicas foram elaboradas para trazer a pele realidade e a perfeição. E diante de lugares inusitados escolhidos para serem marcados para sempre por artistas cada vez mais conceituados no ramo, existem os que vão além dos limites da saúde e fazem o Eyeball Tattoo, um procedimento arriscado que pode levar à complicações diversas, desde uma conjuntivite química ou infecciosa até uma cegueira irreversível.

Usando uma seringa, o pigmento é injetado diretamente na esclera (parte dura e branca do globo ocular), passando pela película transparente que reveste o olho, a região conjuntival. Profissionais da área de oftalmologia acreditam que este procedimento seja maléfico à saúde ocular, pois uma injeção é aplicada no olho de forma imediata, e se caso o tatuado tenha alguma reação alérgica, nada poderá ser feito já que a tatuagem é irreversível.

Além da conjuntivite e da possível cegueira, riscos como uveíte, catarata, perfuração ocular e descolamento da retina não são descartados. O procedimento provoca dor, sensação de espinho nos olhos e lacrimejamento com a tinta utilizada durante a execução da tatuagem por dois dias.
Sabe-se que essa técnica foi usada pela primeira vez por dois presidiários americanos, David Boltjes e Paul Inman. Eles tatuaram o fundo dos olhos de vermelho e azul, em 2010, dentro da cadeia. Muitos tatuadores brasileiros conceituados não aprovam a prática de Eyeball justamente pelos riscos que o cliente pode correr, e no Brasil há cerca de 13 registros de pessoas que realizaram a técnica. 
Apesar da coloração, não é possível 'enxergar colorido' com o Eyeball Tattoo, porque é a pupila que nos permite enxergar de fato, e não a esclera.