Dicas que prometem devolver a independência aos idosos com baixa visão

Atualmente, cerca de 7% da população brasileira é representada por idosos, e segundo estatísticas apresentadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este número tende a quadruplicar até 2060, passando a ser 26,7% de pessoas com mais de 65 anos. A cada dia, um a cada seis adultos desenvolvem uma deficiência visual que não pode ser corrigida com um simples óculos ou lentes de contato, pois a partir dos 40 anos a visão começa a dar sinais de cansaço, a famosa presbiopia. 

Outros problemas como o glaucoma, recorrente à elevação da pressão intraocular, e a catarata também são ameaças eminentes à autonomia do idoso, assim como a degeneração macular relacionada à idade, levando a pessoa a ter dificuldades sociais e até a perda do emprego. A perda de visão também leva o idoso sofrer quedas, e consequentemente sofre lesões graves. Cerca de 18% dos pacientes que chegam aos hospitais com fratura nos quadris possuem mais de 65 anos. 
O ideal seria que exames fossem realizados anualmente para combater tais doenças antes mesmo do seu agravamento, mas são poucos os adultos que seguem a risca essa responsabilidade. E para quem já sofre com as consequências deste negligenciamento, vale seguir algumas dicas simples, que prometem devolver a independência do idoso, mesmo com baixa visão:

A reabilitação visual é a melhor saída para quem não gosta de depender de uma segunda pessoa para realizar suas atividades diária e ensina o paciente a usar a visão remanescente para melhorar a qualidade de vida. O tratamento é indicado e prescrito por um oftalmologista, que deve ser sempre consultado para fazer o acompanhamento necessário.
Aceitar sua nova condição e facilitar as coisas é imprescindível, e isso inclui deixar o que parece ser pequeno, maior. Se as imagens na televisão parecem confusas, sente-se mais perto dela. Livros, telefones e objetos que fazem parte da sua rotina ou do seu lazer devem ter letras e figuras maiores. Lupas são excelentes para ajudar a aumentar aquele preço na etiqueta do supermercado, as letrinhas minúsculas do cardápio do restaurante e até mesmo a bula de seu remédio.
Manter a área de circulação em casa mais livre e iluminada evita quedas e outros acidentes. Cobrir objetos que brilham ou que refletem a luz durante o dia também é primordial. A organização também é um fator essencial para encontrar facilmente o que deseja, portanto, defina pontos fixos para objetos mais precisos, como chaves, carteiras, medicamentos e celular. Falando em remédios, etiquetas ou marcadores coloridos colaboram para que eles fiquem bem visíveis... assim você não corre o risco de tomar a medicação errada.

E não se engane em acreditar que só porque está envelhecendo não deve usar a tecnologia ao seu favor. Muitos aplicativos para celular ou tablet ajudam pessoas com baixa visão, como e-readers, que além de te permitir ajustar o contraste da tela, também é possível aumentar a fonte do livro online a ser lido. Você também pode adaptá-lo às suas necessidades, como aumentar o tamanho dos números do teclado, ativar o comando de voz para abrir aplicativos ou fazer ligações, etc.
E a principal dica é: mantenha-se ativo! Pratique algum hobbie ou esporte que goste e que o seu corpo permita, saia com seus amigos ou família, seja voluntário em algum trabalho social ou entre em um curso, como de dança ou de pintura. Isso estimula não só o seu corpo, mas também o seu cérebro. O importante é não desistir diante das dificuldades, e sim, se adaptar a elas sem precisar abrir mão de nada.