Remédios x fotossensibilidade

Você sabia que existem alguns remédios que aumentam a sensibilidade à luz solar, e que alguns deles podem até estar dentro da sua caixinha de remédios emergenciais? Esses fotossensibilizantes somam a 300 tipos diferentes de drogas, entre antibióticos, analgésicos, antidepressivos e antiinflamatórios, e muitos deles são usados de forma abusiva pelas pessoas. 

Da mesma forma que esses medicamentos surtem efeito na nossa pele, também surtem efeito em nossos olhos, causando desconforto e até doenças graves, e as reações diferem de acordo com o organismo de cada um, mas costumam ser mais agressivos com idosos e imunodeprimidos, pois são os que mais consomem este tipo de medicação, além das mulheres com histórico de sensibilidade a remédios, que tomam anticoncepcionais e podem sofrer com reação fotoalérgica, já que contraceptivos contém um tipo de sal chamado cromóforo, capaz de absorver radiação ultravioleta e original antígeno, reagindo diretamente no oxigênio das células dos tecidos, formando radicais livres. Isso é uma porta aberta para o surgimento da síndrome do olho seco, ceratite e outros tipos de inflamações na córnea.

Confira as classes de medicamentos que podem causar fotoalergia:


  • Anticoncepcionais
  • Anti-histamínicos a base de benzofenona, e prometazina
  • Antibióticos a base de eritromicina
  • Antiarrítmicos cardíacos
  • Antidiabéticos

A reação apresentada por pessoas que usaram por tempo prolongado o corticóide, diurético, antipsicótico, antidepressivo, analgésico e alguns antibióticos também fizeram com que o cristalino perdesse a transparência, apresentando até cegueira. 
A fotofobia pode ser evitada, protegendo os olhos de maneira adequada, como usar óculos escuros com o devido fator de proteção UV, boné ou chapéu, evitar a exposição solar direta e tomar medicamentos a noite, se possível. Independentemente de ser um dia ensolarado ou nublado, a proteção deve ser mantida. 
Para evitar complicações oculares, mesmo se o tratamento com tais medicamentos forem temporários e os sintomas desaparecem, é indispensável consultar o oftalmologista, principalmente se o paciente tiver mais que 40 anos. Quanto mais se precaver, maior a possibilidade de preservar a sua qualidade de vida.