Toxoplasmose ocular e a gestação

A toxoplasmose ocular é causada pelo protozoário toxoplasma gondii e transmitida pela ingestão de alimentos contaminados, como carnes e legumes mal cozidos, ou por meio da passagem do parasita pela placenta durante a gravidez. A doença causa uveíte leve na parte anterior dos olhos, e se tratada corretamente, não causa sequelas. Porém, casos mais graves como coriorretinite ou uveíte posterior causam lesões da retina e córnea em um ou nos dois olhos.
Durante a gestação os riscos são dobrados, pois há chances da mãe transmitir a enfermidade para o bebê quando infectada a partir do segundo ou terceiro trimestre de gravidez, causando a toxoplasmose congênita, mas a doença se mostra mais benigna e muito menos problemática. O mais grave nesses casos é um pequeno retardo mental e problemas oculares no recém-nascido.
Apesar de raro,  o bebê também pode ser contaminado no primeiro trimestre da gravidez, o que torna os riscos mais graves por conta das manifestações clínicas na genitora, levando até a um aborto. As chances da doença se manifestar até os primeiros 3 anos de vida é de 75%, e a criança pode sofrer de encefalite, e com lesões oculares irreversíveis, além de outras consequências. Caso a mãe tenha sido contaminada antes da gravidez, o bebê não corre riscos.
O exame de toxoplasmose faz parte da bateria de exames rotineiros do pré natal. Caso a mãe aponte nos resultados que nunca teve contato com o parasita, a situação torna-se preocupante, porque há um potencial risco de ser infectada durante a gestação. Para que isso não ocorra, é necessário que a grávida não frequente lugares que tenha gatos e não coma nenhum tipo de carne crua, mal cozida ou mal passada. Se a futura mamãe já se contaminou e curou a doença, sua gravidez estará protegida, pois a toxoplasmose só se manifesta uma única vez no organismo.