Crianças x acidentes oculares

Cerca de 250 mil crianças com menos de 15 anos sofrem algum tipo de acidente ocular, sendo 41% dos casos entre crianças entre 10 e 14 anos. Esses são os dados divulgados pela Academia Americana de Oftalmologia, e muitas ocorrências são ocasionadas por armas e flechas de brinquedos, bastões e bolas. 
Um estudo realizado por especialistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que a agressividade das crianças  entre os 6 e 10 anos eleva ainda mais os riscos de acidentes oculares, e isso não envolve somente os brinquedos. Aerossóis e outros produtos com borrifadores também estão presentes na lista de vilões, ocasionando queimaduras, arranhões e irritações no globo ocular, como perfumes, desodorantes, produtos de limpeza, repelentes, protetores solares e tintas. Nesses casos, é importante lavar bem os olhos com água corrente e procurar um pronto socorro com a embalagem do produto em mãos para que o médico saiba quais medidas tomar.
Os casos mais comuns encontrados nas salas de emergências são os causados por acidentes com produtos de limpezas, lençóis, garrafas, livros, vassouras e gravetos, lápis, chaves, clipes e grampeadores, zíperes e luzes de árvore de Natal. Como não é possível manter a criança o dia inteiro com óculos protetores para se proteger, a melhor solução a ser tomada pelos pais é se informar sobre os riscos encontrados dentro de casa, além de impor limites ao filho de acordo com a sua idade, principalmente com alguns tipos de brincadeiras que o instinto indique riscos. Assim, lesões na córnea, catarata traumática, pressão ocular e outros riscos graves podem ser evitados. Caso o acidente ocorra, leve seu filho imediatamente ao médico, e durante o caminho, aplique compressas de água gelada no olho atingido sem esfregar. Se houver perfuração do órgão, é necessário envolve-lo levemente com um copo plástico.