Dados da OMS apontam que mais da metade dos casos de cegueira infantil poderiam ser revertidos



Há aproximadamente 1,4 milhão de crianças que sofrem de cegueira no mundo e mais da metade desses casos poderiam ser revertidos ou evitados. Esses são os números divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que podem servir de alerta para a negligência com a saúde ocular da criança, a qual deve começar a ser cuidada logo no início da vida.
Como já dissemos anteriormente aqui em nosso blog, logo após o nascimento, o bebê passa por vários exames realizados ainda na maternidade, como o teste de olhinho, capaz de diagnosticar doenças que são sanadas apenas com tratamento imediato. Mesmo se nenhum problema for encontrado durante a realização destes exames, ainda é necessário que o bebê receba acompanhamento oftalmológico aos três e seis meses de idade, para verificar se há outros sinais de má formação ou estrabismo, e após um ano de idade, o acompanhamento deve ser anual.
O desenvolvimento visual da criança ocorre até os 12 anos de idade e durante esta fase, qualquer risco de perda parcial ou total da visão pode acarretar a ambliopia, doença causada pela má formação da imagem da retina transmitida para o cérebro. Se não for detectada em tempo, a criança poderá ter problemas permanentes.
Sempre frisamos a importância da visita anual ao oftalmologista em qualquer idade, pois qualquer problema pode ser remediado se diagnosticado o mais cedo possível, mas nos casos das crianças, a responsabilidade deve ser redobrada. É fundamental os familiares e professores se atentarem aos sinais de dificuldade visual dos pequenos, como franzir a testa para visualizar objetos, figuras, ou durante a leitura, lacrimejamento contínuo, coceira e dores de cabeça.