Os riscos da automedicação


Uma pesquisa realizada recentemente pelo Instituto de Pesquisa e Pós Graduação para Farmacêuticos (ICTQ) revelou um número bastante preocupante: cerca de 76% da população brasileira se automedica com indicações feitas por parentes, amigos e vizinhos. O estudo foi feito em 12 capitais brasileiras e somente em Brasília o número chega a 83% deste dado. Muitos destes remédios são destinados à visão, que usados de forma inadequada, podem levar a cegueira ou camuflar algum problema muito mais grave do que aparenta. 
A água boricada é um dos produtos mais utilizados de forma errada entre os pacientes. Muito utilizada para aliviar irritações nos olhos, pode agravar o problema e mascarar uma infecção muito mais séria, além de oferecer um alívio somente para o primeiro momento. 
Especialistas recomendam evitar até o uso do soro fisiológico e colírios sem prescrição, principalmente os adstringentes (que prometem deixar os olhos mais brancos). Casos de catarata já foram registrados pelo uso inadequado deste último produto. Dependendo do caso do usuário, o uso do colírio errado pode também trazer sérios problemas como o glaucoma, alteração da lágrima e ressecamento dos olhos.
Os incômodos apresentados pelo mal uso de tais medicamentos e produtos são: vermelhidão, ardência, visão turva, sensação de areia nos olhos e sensibilidade à luz. O uso deve ser interrompido imediatamente e um médico deverá ser consultado, para que seja possível dar início ao tratamento adequado a ser seguido, evitando assim problemas mais graves.
Outras precauções também podem ser tomadas para evitar possíveis irritações, como utilizar a dosagem certa de produto ou medição prescrita pelo médico, não encostar aplicadores de medicações nos olhos, não dividir o seu colírio com outras pessoas e principalmente, avisar o oftalmologista sobre qualquer incômodo adquirido após o uso de qualquer produto.